“Barbas e bigodes na pandemia” por Vivaldo José Breternitz

A pandemia realmente está afetando todos os setores de nossa vida, inclusive no que se refere à aparência e as dúvidas só aumentam!

A Gilette consultou o professor e pesquisador Fabrizio Pregliasco, da Università Statale di Milano, acerca do uso de barbas e bigodes durante a pandemia. Pregliasco respondeu citando os resultados de estudo feito pelo Department of Health and Human Services, o ministério da saúde americano. Os resultados foram os esperados: bigodes são menos perigosos que barbas, mas a recomendação é não os usar ou reduzi-los a um mínimo, especialmente no caso de profissionais da saúde.

Segundo o estudo, barbas e bigodes são locais onde se concentram bactérias e os droplets (gotículas) que são o veículo de transmissão da Covid-19.

Para os que, mesmo assim, continuarem usando esses adornos, o estudo lembra que se as máscaras não os cobrirem totalmente boca e nariz, elas serão praticamente inúteis. Inclusive, tipos mais comuns de máscaras não artesanais, como as FFP2 e FFP3, trazem em suas embalagens alertas no sentido de que não devem ser utilizadas com barbas, bigodes ou costeletas grandes.

O estudo também recomenda que é importante desinfetar pequenos ferimentos e irritações gerados pelo barbear, pois também podem ser portas para o vírus.

Quem diria, há alguns meses, que precisaríamos nos preocupar com nossos pelos faciais por razões que não fossem estéticas?

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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