SÓ ACHO

O que as mulheres querem que você saiba sobre sexo…É bom anotar!

 Hoje vamos falar sobre sexo. Gostaram, né? Mas não vamos falar só do ato em si. Dizem que sexo é bom mesmo quando é ruim. Ok, sexo é sempre bom. Mas tem aquele sexo maravilhoso, que deixe a gente com sorriso fixo no rosto, as pernas bambas e a pele perfeita. E é desse que vamos falar. Como já comentei anteriormente, quando uma mulher coloca uma calcinha fio dental vermelha ela não quer dormir, quer sexo. Mas você também pode nos surpreender com certos preparativos e seguir as minhas dicas, claro! Vamos a elas:

Deixe claro que você quer transar!

A primeira coisa que você deve fazer antes de pensar na noite em si, é falar com a sua namorada, amante, ficante das suas intenções. Pode ser uma mensagem no meio da tarde, um telefonema surpreendente – alguém ainda liga para alguém?- ou até um emoticon sugestivo no whatsapp. Não quer dizer que ela vai topar, mas é importante dar a entender as suas pretensões. Afinal, precisamos nos depilar, dar uma geral, enfim. E tente marcar longe de datas próximas a TPM, é mais fácil nos satisfazer com uma barra de chocolate do que com o sexo em si.

Organize sua casa, por favor!

Se for rolar na sua casa – o que é sempre mais aconchegante – preste atenção em alguns detalhes: Sua casa tem que estar limpa, claro, mas o seu quarto tem que estar impecável. Troque o lençol da cama, dê uma perfumada no ambiente e guarde as roupas no armário. Preparar um jantarzinho íntimo é ótimo, mostra carinho e atenção. Mas não exagere nas habilidades: Faça comidas leves acompanhadas de bons vinhos ou espumantes para criar um clima. Não é frescura, mas aquela picanha mal passada e cerveja vão te dar sono, deixar o corpo pesado e aí …Game over. Ah! E velas e música romântica funcionam na vida real também, viu? Sobremesas são tão excitantes para nós quanto o sexo, então capriche! Se for algo a base de sorvete ou marshmallow ela já pode te dar a deixa para algo mais interessante na cama. Algumas experiências aguçam os sentidos e são pra lá de afrodisíacas…Use a imaginação!

Usamos belas lingeries para sermos elogiadas…Controle-se!

Aprecie a lingerie dela antes de tirar tudo com a boca, o que não é uma má ideia. Lingeries custam caro e pensamos sempre na reação que vocês podem ter nessa hora, ou seja: VALORIZE. Lembre-se que o nosso corpo é um grande parque de diversões, então: DIVIRTA-SE! Compre o passaporte completo e não esqueça nenhum cantinho. Toda mulher é insegura com o corpo, mas se você souber valorizar – e até dar uma elogiada em algumas partes que mais te agradam… Você não vai se arrepender!

Favor não insistir. Obrigada.

Se tem uma coisa que deve ser respeitada é o gosto de cada um. Sempre. Com certeza você já percebeu algo que ela não gosta e é melhor nem forçar. A noite pode acabar aí. Depois, em uma conversa descontraída, toque no assunto e perceba a reação da pessoa. Às vezes é melhor não insistir. Experimentar todo o Kama Sutra em uma só noite também pode ser um fiasco. Mas mudar pelo menos duas vezes de posição é sempre interessante. Experimentamos novas sensações e temos ainda mais prazer.

Alô, tem prazer? Tem delivery?

E por falar em prazer, pense primeiro na gente sim. Tudo para vocês é mais fácil e a mulher precisa de um tempo maior. Concentre-se amigo! E no fim, depois de um sexo perfeito, espere pelo menos alguns minutos antes de ligar a TV ou acender um cigarro. Abrace-a e, por favor, elogie a sua mulher. Ou – se já for o caso – diga que a ama. Você não vai se arrepender!

SUPER DICA: DESLIGUE O CELULAR, TELEFONE FIXO, CAMPAINHA, ETC. Isso vale para os dois: antes, durante e depois!

 

À moda antiga

Algumas coisas não tem data de validade e se tornam clássicos. Uma delas é a velha escola de cavalheirismo masculino que tanto me encanta. Talvez por isso tenho gostado mais de homens mais velhos, mesmo sendo assediada por meninos que  – mesmo – têm a idade de ser meu filho. Salvo raras exceções, os homens que já passaram dos 50 ainda tem o dom de nos cativar.

Abrem a porta do carro, gostam de boas músicas, conseguem elevar uma conversa e sabem a hora certa de fazer o errado. Sim, pois a pressa, na hora da sedução, só pula etapas e nos deixa com um certa desconfiança da pessoa.

Ainda acredito nos rituais, no cortejar. O homem, quando sabe fazer o seu papel, é absolutamente irresistível. Sabe se trajar, se portar, beija de mansinho para nos fazer arrepiar…Tem que deixar vontade, fazer com que a gente queira mais.

E esse dom, apenas a maturidade dá. O homem mais velho conhece a alma feminina, já teve várias experiências e conhece os nossos pontos fracos. E é nesses que a gente tem que ser tocada, explorada, quase abusada!

Hoje, me apaixono pelo desafio intelectual. Aquela pessoa que vai me fazer crescer, me incentivar, dar o apoio necessário e dividir bons momentos. A liquidez do sexo cansa. A falta de conteúdo cria o desinteresse. A superficialidade entedia. Afinal, o tesão é chama ardente, mas precisa de combustível. E corpo, amores, tem vida útil.

É por isso que tenho me cercado de gentis cavalheiros à moda antiga. Que me fazem sempre mais feliz e completa do que um “oba oba” de meia hora apenas pelo prazer de conquistar. Acho que chegou a hora de me apaixonar!

 

Para saber amar…

 “Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar,
Amar, desamar, amar?”

É, amigos…O tema de hoje é o tal amor. E como ainda existem pessoas que não sabem amar. Nem tampouco se deixam amar. Mas isso não é tema fácil, porque amar pode ser um tanto dolorido.

E como tudo que dói e deixa marca ele pode simplesmente  desaparecer das nossas vidas de tempos em tempos. Como quando a inspiração se vai, o suspiro vira lamento e a flor é apenas flor. A vida sem poesia é a rotina sem amor.

Mas o amor precisa ser dosado, medido. Ele é um amadurecimento da paixão. Amor sem limite perde controle e pede sempre mais. E nem sempre o outro consegue transbordar. Nem todo mundo está disposto a tudo por amor. Tem gente que prefere o amor calmo, sem muito alarde. Aquele amor que é um aconchego, tranquilo sussurrar.

Eu gosto do amor que grita. Que manda flores, faz declarações, chora, sofre, se rasga. Não consigo ser morna e prefiro me arder por inteira. Já fiz loucuras por amor e quebrei a cara. Já me atirei sem rede de proteção e só encontrei o chão. Porque quem ama sem medida precisa de alguém que lhe acolha por inteiro. Que seja o mundo para você. E nem todo mundo está disposto a ser o mundo de alguém.

Afinal, a gente só dá o que recebe. E o que conhece. Quem é amado sabe amar, por mais que tenha feridas demais. Quem ouve “Eu te amo” dos pais ou dos amantes, sabe soletrar essas palavrinhas mágicas. Mas quem não viveu um amor ou se decepcionou mais do que amou, não consegue nada não.

E nem sempre é culpa de ser amado. A dureza pode existir por várias razões. Desde um abraço negado na mais tenra infância até aquela paixão avassaladora que termina por descobertas indecentes, de falta de caráter e mentiras. E o coração se fecha, os abraços se perdem e o amor se vai.

Mas amar é cíclico. Só se cura um amor com o outro, ele precisa sobreviver. Claro que vamos entrar com mais cautela. Talvez um pouco mais desconfiados. Mas não existe fórmula pronta. Não podemos amar menos se realmente queremos amar. Não existe meio amor. Existe mais razão. Mais amor próprio. Menos obsessão. Mais conversa. Tudo que é combinado não sai caro, já dizia algum sábio por aí. Em um mundo egoísta, onde cada um só pensa em si, o compartilhar é cada dia mais raro. E um relacionamento sem diálogo só tem um destino: o fracasso.

Então, amigos, o negócio é amar. E falar. Prestar atenção nos detalhes – homens, please! – comemorar as pequenas vitórias, curtir momentos bobos. A vida é curta e amar é um presente. Receba!

“De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.”

 

 

Somente só

VÁRIAS PESSOAS ME PERGUNTAM PORQUE ESTOU SOZINHA. Como se toda mulher, para ser completa, tivesse obrigatoriamente de ter alguém. O mais interessante é quando a pergunta vem pelo Facebook: Ou recebo uma cantada ou vem o silêncio. E fico imaginando a cara desses homens quando falo que estou solteira e feliz há um bom tempo. Não sozinha. Solteira.

Eles devem começar a me imaginar como uma psicopata , louca raivosa, super ciumenta ou estranha mesmo. Talvez com pernas tortas e piercings em lugares inusitados. Não sou. E não tenho mais piercing.

Não tenho ciumes se o homem em questão não me der motivo e isso você entende aqui. Vou adorar quando meu amante amado sair com seus amigos e pode ter certeza que não vou ficar ligando perguntando onde ele está. Acho isso cafona. Vou adorar ficar sozinha às vezes, vou avisar quando estiver de TPM e estarei sempre disposta a namorar, salvo raras exceções.

Mas peço algumas justas contrapartidas. Quero que um homem me adore e saiba a sorte de ter alguém interessante e interessada do lado. Que seja romântico – até mesmo brega às vezes – doce e selvagem quando for preciso. Que esteja também disposto e me acompanhe em pelo menos 2 eventos durante a semana, com cara boa e simpática, achando bom estar comigo e fazendo festa para meus amigos, que são tão ou mais importantes que um homem que está chegando na minha vida. E é claro que ele virá sempre depois dos meus filhos. Fácil? Nem sempre.

Já tive vários relacionamentos e todo tipo de reclamações. Que eu não dava atenção suficiente, era solta demais, exigente e altiva – essa foi a melhor – ou simplesmente porque nunca tinha agenda. Mas esses mesmos homens diziam gostar de mulheres independentes, relacionamentos leves e queriam que o seu espaço fosse respeitado.

Eu tenho agenda. Arrumo tempo pra tudo. Mas tenho filhos. Trabalho. Descanso. Estudo. E um homem que esteja disposto a tentar algo tem que entender isso. Acredito que até mesmo incentivar. Ou será que só as recatadas e do lar namoram? Será que os homens ainda não entenderam que eles são um complemento e não o universo inteiro?

Outra coisa que venho observando é que o sexo virou preliminar. Nada de jantar, um bom vinho, conversas…O sexo acontece e ponto. E depois, o que rola? Acho que ainda sou muito careta. Separo mesmo homens para namorar e ficar. Pra que a pressa? Será que conversar dói? Ninguém mais prefere sexo com carinho e intimidade?

Com todas essas ressalvas, estou me resguardando com meus gatos. No caso mesmo de ficar sozinha, estarei rodeada deles. Talvez um ou outro affair sem compromisso até o corpo atrair e só. E que venham os netos!

 

Homem pra que?

PRA MUITA COISA!

Ai meus amigos… Não me canso de dar mega conselhos aqui e hoje não vai ser diferente. Porque, no fundo, eu amo os homens. Todos vocês, sem exceção. Casos perdidos ou não. E fiquei imaginado de quantos de vocês precisamos para ser feliz. Ou como vocês também tem que se desdobrarem para nos fazer derreter. Segue tudo e depois me conta…

Homem que é cheiroso

Não importa se é cheiro de sabonete, de roupa limpinha ou de perfume francês. Homem tem que ter cheiro bom. Arrepia até a nuca!

Homem que toma as decisões

Com esse eu me derreto! Não tem nada melhor do que um cara que já sabe onde te levar, o que vai rolar no local e até o melhor prato que tem lá. Lógico, vocês podem até falar: Você prefere outro local? Não prefiro. Sigo o meu homem!

Homem que sabe de vinhos

Saber harmonizar comidas e vinhos e as diferenças básicas entre rosês, tintos e brancos é fundamental. Se você ainda não sabe, faça um curso rápido ou dê uma pesquisada na internet. Você vai ficar, no mínimo, mais bem informado.

Homem que escolhe bem o menu

Homem que sabe o que é uma boa comida é um diferencial sim. E se vocês já sabem aquilo que gostamos, então…

Homem que se atreve sem se atrever, que pega, mas respeita

Isso é fantástico. A gente sente a respiração forte, o instinto surgindo, mas o cara se controla. Não passa de um abraço delicioso e um beijo que entontece. A nossa perna bambeia, mas ele dá boa noite e vai embora. Só Jesus!

Homem que sabe de arte

Gostar de arte é um puta afrodisíaco, mas não pode ser exibido. Tem que comentar no meio de uma frase despretensiosa, mas nunca listar nomes e datas de quadros famosos ou não. É só um up, não o tesão em si.

Homem que gosta de jazz

Homem que gosta de jazz tem um quê a mais. Tem um charme. Um algo elegante e interessante ao mesmo tempo. Tem um ar misterioso que a gente fica doida para decifrar.

Homem que abre a porta do carro, puxa a cadeira para gente sentar e paga a conta

A gente está tão desacostumada com isso que já vai no automático: Abrindo a porta do carro, sentando à mesa no restaurante…Mas quando um cavalheiro surge e faz tudo isso, merece nossa atenção sim! E pagar a conta – pelo menos no primeiro encontro – é algo a mais. Confie!

Homem que fala que sempre quis nos beijar e beija muuuuuito!!!

Pode parecer piegas, mas é tão bom ouvir isso. Mas tem que falar no ouvido, baixinho, depois daquele beijo maraaaa…

UM UP: Aquele que manda flores….

Homem que é homem. Aquele que deixa a gente ser mulher. SIMPLES ASSIM.

 

Responsabilidade afetiva: Você tem?

Essa frase de Saint Exupéry do clássico “O Pequeno Príncipe” anda um pouco esquecida. Para não falar totalmente. Ando intrigada com a total falta de comprometimento – e até mesmo educação – que as pessoas têm demonstrado nas relações, tanto pessoais como profissionais.

Tenho me sentido sempre em suspense, tentando antever o próximo passo. Coisas bobas, como responder um e-mail, honrar um compromisso, ser atencioso mesmo, estão deixando de existir. Tenho passado por situações tão bizarras – tipo:

– Te respondo daqui a pouco.

E o pouco já se virou um mês.

Ou:

-Vamos sim! Já já nos vemos.

E nunca mais nem vi nem ouvi.

Quantos de nós não vê uma mensagem no whatsapp e simplesmente não responde? Ou desativa aqueles dois tracinhos azuis – quer coisa mais irritante do que a pessoa ver e não responder? – só para não ter que dar satisfação?

E vamos atropelando a vida sem prestar atenção em quem está por perto. Fazemos amizades, despertamos desejos, compartilhamos ideias e aquilo  – ou seja, a pessoa – se perde como apenas mais um número.

Colecionamos amigos e projetos como quem guarda figurinhas. As repetidas não servem. As mais difíceis merecem alguma atenção. Mas, no fim, todas fazem apenas parte de um álbum – no face, insta ou em qualquer outra esfera do mundo virtual – que olhamos, admiramos, invejamos ou apenas vigiamos para o nosso próprio prazer.

Somos vítimas desse prazer solitário. Talvez por impaciência,preguiça ou excesso de informação, simplesmente não damos o próximo passo em direção a uma relação. O papo até agrada, o visual é bacana, o beijo contagia, mas temos tantos compromissos e dispersões, que vamos nos tornando apenas mais um. Na vida de cada um.

Eu gosto de gente. E gostaria de estar com os meus muito mais do que faço. Tenho milhões de projetos. Que esperam um segundo encontro. Boas conversas, alguns arrepios, grandes ideias nascem quando estamos juntos. Em bando ou em dois, somos sempre mais felizes e interessantes quando compartilhamos. E o afeto precisa ser dissipado. O abraço precisa de outros braços. As bocas querem outros lábios. E os sorrisos só acontecem quando acontece aquele comichão gostoso na alma. Quando nos sentimos especiais para alguém. Quando a mensagem compartilhada é respondida. Quando o afeto ganha colo. Quando o encontro se concretiza.

Cative, mas seja responsável por aquele que cativas. E outra: Se não quer, avisa! O mundo é grande e bem melhor sem uma má companhia.

 

Quer namorar comigo?

Talvez seja o fato do dia dos namorados estar chegando que uma dose de romantismo cavalar tem abalado os meus dias. Que, talvez mais do que nunca, eu esteja realmente querendo alguém com quem possa compartilhar sonhos, momentos gostosos e arrepios na nuca. Que eu queira sossegar a alma, deixar o coração solto e me arriscar de novo.

E isso dá medo. É muito mais fácil fingir que não me importo, dar uma de durona ou simplesmente continuar acreditando em Manoel Bandeira, quando diz que “os corpos se entendem, mas as almas não.” E ser de quem me quer ou de quem eu escolho, sem futuros planos ou promessas vãs.

É muito mais fácil seguir solta pela vida, sem dar satisfações ou fazer joguinho, sem hora nem motivo pra voltar. Ser só. E só.

Mas tem hora que o corpo quer mais. Não mais sexo, mas talvez outro abraço. O corpo quer sentir o mesmo cheiro, ter a compreensão dos braços, a percepção dos olhares, a certeza do carinho no depois. Sentir segurança no beijo que simplesmente representa carinho e poder contar com o respeito de quem está disposto a dividir a vida.

Posso ser uma alma livre, mas sinto falta de amarras soltas. Aquelas que me permitem voar, mas sabem a hora certa de me fazer voltar. Uma pessoa que entenda os meus impulsos, mas que tome conta dos meus passos e esteja presente quando a fome do seu beijo apertar. Que não me prenda por obrigação, mas que me queira em momentos de inspiração. Sou condenada a ser livre, mas talvez alguém possa ser a minha melhor prisão. E viva o dia 12!

 

E…fim!

Essa semana resolvi falar sobre um tema que nunca passou por aqui: Como homens e mulheres reagem ao fim de um relacionamento. Já tive vários e me lembro de ter terminado de formas diferentes, de acordo com a situação. Mas parece que, sempre que o tempo de relacionamento era maior, mais fácil era de terminar.

Porque, afinal, o que dói mesmo é o fim da paixão. O amor não termina. Ele vira outra coisa. Vira carinho, amizade, consideração. A paixão não. Ela machuca, não leva desaforo pra casa, jura vingança, chora litros e come quilos de chocolate.

Mas é claro que homens e mulheres tem maneiras diferentes de consumir o fim. O que sempre me intrigou é porque, normalmente, são as mulheres que saem das situações de marasmo. O homem parece sempre se acomodar no mais ou menos, no morno. E imagino que essa quase tradição é cultural. Senão, vejamos: Antigamente, o casamento não terminava por falta de tesão; o homem arrumava uma amante e a mulher se conformava em cuidar da casa e dos filhos. E ser corna. Será que mudou tanto assim?

E ai dela se pensasse em ter prazeres carnais com outro homem! Primeiro, que mulher não gozava. Segundo, que o homem tinha a tal honra, que podia ser defendida com sangue e ainda tinha respaldo na lei. Nos horrorizamos com as mulheres do outro lado do mundo que são apedrejadas quando traem, mas aqui não foi muito diferente.

E aí, com a cômoda situação de ter a “mãe dos seus filhos” quietinha e acomodada em casa, o homem se esbaldava com as putas da casas da luz vermelha.  Acho que só o fato de ter luz vermelha é que mudou. Já falei aqui antes que ainda temos a mania de julgar e rotular as pessoas com os conceitos “é pra casar” e “é para uma noite só”. Estou mentindo?

E com a evolução natural da humanidade e a grata surpresa da pílula anticoncepcional  – que nos deu, entre outras coisas, o direito ao prazer pelo prazer e a fuga do estigma de ser mãe todos anos, durante toda a nossa vida fértil – chegamos aos dias de hoje com outra visão de relacionamento. E aí, amigos, é que o fim fica mais próximo.

Porque, ainda hoje, os homens se acomodam em situações de total marasmo. Diferente das mulheres. O relacionamento tá esquisito, não tem mais diálogo, sexo, carinho e eles estão lá, ignorando todos os sinais e se fazendo de feliz para os amigos. E  ainda comendo todas que a sua incompetência permite. Enquanto isso, a mulher continua estudando, malhando, trabalhando e sem tempo para alguém desinteressante e barrigudo. Alguém duvida que queremos sempre mais?

Pode ser que até demais. Estamos realmente muito mais exigentes e até sem paciência. Mas acredito que tudo isso é resultado de anos de opressão, de sufocamento, de não poder fazer aquilo que realmente desejávamos. Sempre fomos muito mais do que mães e donas de casa. Mas só agora tomamos realmente o nosso lugar. Nada de feminismo, amores, apenas constatação dos fatos.

E aí, na hora do fim, somos práticas:

– Não dá? Ok.

– Não tem mais atração? Sem problema, tenho auto estima de sobra.

– Não tá afim de conversar? Nem tenho tanto tempo mesmo.

– Você está me achando fria? Talvez eu já esteja com outro.

Enquanto isso, o homem se agarra a migalhas, sempre querendo uma última transa. Uma “despedida”. Cara, se o sexo acabou, não vai ser no último dia que ele vai ressuscitar. Sexo por sexo é bom no auge do tesão, não como consolo de nada. Sem trocadilhos.

E aí homens e mulheres se despedem para novos rumos. Talvez um novo amor. Às vezes, um mestrado. Algo mais interessante e que comprometa menos a sua integridade emocional. Sempre aconselho meus amigos a se jogaram na esbórnia. Considero quase um desperdício engatar um relacionamento no outro. Então, se deixe levar por sentimentos libidinosos e experimente de tudo um pouco. Corte o cabelo, mude a cor, vá no swing. Depois volte. Com mais auto estima, malícia e novas posições do kama sutra. Afinal, todo fim é frustrante. Foi um projeto que não deu certo. Precisamos cair, engatinhar e levantar para recomeçar tudo outra vez. Mais fortes, claro. E até mais interessantes.  Afinal, infelicidade não combina com o ser humano. Estamos aqui para sermos completos. Sozinhos ou não.

PS: Não se esqueça das regrinhas básicas de como terminar o seu relacionamento, mas não a sua reputação!

Tudo pelo medo da solidão

Estar ou ser sozinho? O status de solteiro nas redes sociais te assusta ou te leva a novas aventuras? Você acha que ficou para titio/a ou tem orgulho em dizer que é um lobo solitário ou uma loba em busca de carneirinho? Quem tem medo do lobo mau?

Vivemos a liquidez dos relacionamentos, isso é fato. Mas também é fato que muita gente ainda não aprendeu a gostar da própria companhia e procura desesperadamente por alguém para preencher lacunas que são próprias. E acho que isso começa na infância, quando ouvimos das mães e tias a loucura: Tem namoradinho na escola?

Na adolescência, rola aquela pressão por ficar e transar e quem não se encaixa nos padrões do grupo invariavelmente se isola e é considerado “esquisito”. Como se a vontade e tempo de cada um pudesse ser medido com o todo. Crescemos, casamos e vem à pressão para ter filhos. E, se a pessoa não casa ou não tem filhos, boa coisa não é! Mulher então…

Ou seja: estamos o tempo todo sofrendo imposições para termos alguém do nosso lado, seja um parceiro, um filho ou até mesmo um gato. Eu já garanti os meus. Ok, concordo que a vida compartilhada pode ser mais divertida, mas ela não precisa necessariamente seguir padrões para ser feliz. E nem sempre estar solteiro significa estar disponível. Ou desesperada.

Afinal, estar em um relacionamento apenas pelo medo de se sentir só não é gratificante como uma experiência de afeto deve ser. Podemos nos sentir sozinhos rodeados de pessoas e até em longos relacionamentos. E carinho não precisa de rótulo para acontecer. Podemos ser felizes com amigos, colegas, filhos…E gatos. E ter parcerias interessantes, mesmo que em momentos fugazes.

Ser solteiro ou estar sozinho não deve ser uma condição acompanhada de culpa ou sofrimento. Pode ser um estado passageiro até mesmo de preparação para o que está por vir. Dizem que devemos nos divertir com os errados até encontrar o certo. Mas não sabemos quando o certo vai acontecer. E nem se vai. Então, porque não parar de lamentar e se divertir com as pessoas que curtem a sua companhia? E essa companhia pode também ser a sua!

Tenho uma teoria de que as pessoas interessantes só são atraídas por outras também interessantes. Aquelas de bem com a vida, que encaram um cinema sozinhas, não ficam se lamentando e acreditam que a vida é uma grande festa. E, como em toda grande festa, sempre haverá música. E de repente, quando menos espera,você pode ser chamado para dançar.

Talvez você pise no pé do seu parceiro, talvez vocês não entrem no ritmo, ou você pode ter a sorte de flutuar nas mãos do seu escolhido. A dança pode durar uma música ou uma eternidade. Mas precisa te fazer bem.

Mas você pode simplesmente se jogar na pista sozinho e se acabar até a vida te chamar. Vai dar aquele frio na barriga no começo, aquela vergonha do que o outro vai pensar. Mas, depois dos primeiros passos, você já domina a pista e percebe que é capaz. Todos nós podemos dançar sozinhos. E ser felizes assim.

Ter medo não é opção.

7 coisas que você não deve fazer nem antes, nem depois da hora H

Como sempre, estou aqui para desvendar um pouco esse ser bizarro – no caso eu, uma mulher – para vocês, meus amados. Estou ficando na verdade um pouco perplexa com as novas maneiras do sexo acontecer e os relacionamentos começarem e terminarem, não necessariamente nessa ordem. Por isso, tem coisas que odiamos mesmo e vocês precisam ficar atentos… Se não, não rola nem o antes, nem o durante, muito menos o depois!

CASAL N 1Ok, você conseguiu levar a pessoa para a sua casa e realmente acha que vai rolar algo a mais. Já fez o estoque de camisinha e trocou o lençol depois de mais de um mês com aquela fronha babada. Deu uma geral na sala e perfumou o banheiro. Ponto para você. Mas existem mais minúcias e detalhes sórdidos entre a sua vontade e a nossa do que você ousa imaginar. Vamos a elas:

Na hora H, não receba sua companhia de pijamas, ok?

Só porque você está em casa não quer dizer que tenha que se apresentar feito uma marmota, please!!! Uma calça jeans e camiseta, mesmo com havaianas, quebra um galho. Rola bermuda? Claro que sim, mas tem que ser apresentável fora de casa e não só dentro dela. Banho e perfume: sempre.

Na hora H, não escolha o filme errado!

O convite pode ser para um jantar com vinho ou um filmezinho.Ou os dois. Mas #peloamordedeus, não exiba o filme que seu filho adolescente baixou no computador. Tudo que remete a sangue, batalhas interestelares e robôs desenvolvidos para defender o mundo é brochante para uma mulher. Tudo bem que o filme não é o ponto focal, mas algo leve e sensual pode ser uma boa pedida. Saiba mais aqui.

Na hora H, saiba como servir o vinho certo

Se você convidou, tem que caprichar. MÍNIMO. Pipoca combina com guaraná, mas se quiser amaciar a mulher com um vinho, capricha. Não precisa ser caro, mas tem que ser bom. E para acompanhar, nada de salgadinho estranho. Queijo é sempre a melhor pedida. Quer dicas de harmonização e de vinhos bons e baratos? Olha isso:http://pecadodevinho.com/harmonizacao-entre-queijos-e-vinhos/

CASAL N2Na hora H, se não tem assunto…

Mostrar fotos de bundas e outras coisas no whatsapp é o fim. Não tem o que falar, fica calado ou beija na boca. Se a gente quisesse ver peito, bunda e outras partes do nosso próprio corpo, se olhava no espelho ou entrava para o grupo dos seus amigos. Vídeos idiotas também são dispensáveis. Garanto que vocês não vão querer ver as fotos que a gente recebe…Juro!

Na hora H, e depois do filme? Hã?

Depois que o filme acaba, você parte para o ataque, sem aviso prévio nem um sinal. Sorry, xuxu, nas não é assim que acontece. Tem que ter um carinho durante algumas cenas mais tediosas, um olho no olho, um afago. Querendo ou não, sexo é ritual. Para ter o durante, tem que ter o antes. E caprichado.

Na hora H, e depois? Já?

Ok, a pessoa cede e o sexo rola com uma fúria adolescente no tapete da sala mesmo. Sensacional. Mas depois não venha querer dormir de conchinha e falar que fez um amor gostoso. Amor a gente faz com quem ama e dormir de conchinha … Só se não tivermos nada para fazer depois. O sexo, nessa hora, é um fim, e não um meio. Saiba separar, amore, senão pode ficar ruim para você. Quer namorar? Nos trate como namorada. Não quer? Não cobre!

Na hora H, no dia seguinte: Alô?

Ligar no outro dia, como já disse aqui antes, é sinal de educação. Pode ser a primeira de várias outras ligações ou o último suspiro. Não importa. Vale mensagem? Hoje em dia vale qualquer coisa, só não pode faltar consideração. E se gostou e quer mais, faça um esforço. Mande mensagens doces, porque a vida já está muito dura. E se rolar de novo, aproveite para acertar no alvo. A gente agradece!

 

Tinder e eu 2: A missão

Resolvi voltar a esse aplicativo por razões bem específicas: Analisar as fotos dos candidatos. Já falei um pouco sobre isso no meu primeiro texto – que você lê aqui – mas quis me aprofundar. E é tão maluco que, em um aplicativo que selecionamos – sim – em primeiro lugar pelas fotos que as pessoas não tenham o mínimo de cuidado com elas. Então, vamos às dicas!

-Em primeiro lugar, queremos fotos de pessoas! Preencher perfil com anúncios, frases bonitinhas e fotos de paisagem simplesmente não dá certo!

– Não tire foto nem de muito perto nem muito longe. De muito perto dá pra ver detalhes desnecessários e de muito longe… não dá pra ver!

– Foto de cueca ou de sunga é deselegante. Quer mostrar o corpo? Coloque shorts e camiseta. E camiseta molhada é coisa de gogo boy.

– Fotos com duas pessoas simplesmente não atinge o objetivo. Afinal, quem é você?

– Nada de detalhe, como só olho ou só boca. Você pode ter ambos lindos, mas são detalhes, queremos ver o todo!

– Fotos fazendo sinal de joinha, vitória ou de metaleiro são dispensáveis. Você é candidato a alguma coisa? Se for, melhor sair do Tinder. É cantor de alguma banda famosa? Se for, não precisaria estar lá!

– Estar dentro de uma Ferrari não quer dizer que você é dono dela, foto compenetrado no trabalho não quer dizer que você é honesto e fotos na frente da Torre Eiffel – quanta criatividade! – ou em viagens internacionais não quer dizer que você vai nos levar. Mas com copo de cerveja na mão quer dizer que você é um bebum sim! Aprenda.

– Foto no espelho com flash??? Só se for para esconder algo!

– Foto com boné, sem sorrir e de óculos escuros escondem aquilo que mais gostamos: Belos cabelos, lindo sorriso e olhos interessantes. Não perca pontos! Se for careca, assuma, se tiver dentes feios arrume e deixe a gente curtir a cor dos seus olhos. Gostamos muito.

– Colocar filhos, esposa (!!!!) e mãe na foto é quase absurdo. Primeiro que lá é um ambiente de paquera, segundo porque você não deveria expor as pessoas desse jeito. Se começar uma conversa e quiser falar sobre sua vida, ok. Senão, resguarde-os.

– Foto de perfil murchando a barriga é o Ó!!! Melhor assumir uma barriguinha que posar de ridículo.

– Com roupa amarrotada, chinelo, desleixado, também não vale. E posar de terno só para isso também não precisa. O interessante é mostrar a sua personalidade, mas de um jeito interessante. Mostre o seu melhor lado que vamos mostrar o nosso!

Acho que amei você…

Falar de amor em tempos de Tinder pode soar quase ridículo. Mas ainda acredito naquele sentimento bobo, que te deixa feliz por nada, ansiosa pelo momento do encontro e com aquele torpor gostoso depois do sexo. E em tempos de relacionamentos relâmpagos e outros interesses vários, querer estar com alguém na rua, na chuva e na fazenda é algo raro de se ver. Ou não?

E quando eu menos esperava, aconteceu: Depois de idas e vindas, enredo de novela mexicana e dramas de TPM, baixei a guarda e me entreguei. Queria pertencer a alguém, andar de mãos dadas, perguntar como foi o dia, ter um carinho raro, ser única. Imagino que, se o corpo atiça e a alma acalma, é hora de parar de procurar.

Mas amor é sentimento complexo, que passa sempre pelo tal coração. E lá, encontra sentimentos menos nobres, como vaidade, ciúmes, mágoas antigas, medos…Como se apaixonar de novo se ainda existem tantos pedaços espalhados? Como confiar se o tal relacionamento aberto anda na moda e parece que todo mundo aderiu?

Mas a vida trata de colocar as coisas no trilho. O amor se cansa de ser sozinho. Cansa de se entregar demais, se declarar em vão, imaginar noites de amor em claro e cafés da manhã juntinhos. Amor também tem limite e anda junto com o orgulho ferido, o ciúmes de tudo e muda como as fases da lua. Mas não era eu que defendia toda essa modernidade? Bobagem. Ainda quero flores e declarações.

Acho que a gente complica demais, talvez releve de menos, cria expectativas bobas e esquece de olhar para o próprio umbigo. Sou uma eterna apaixonada e simplesmente amo amar. Não sei se devo mudar esse jeito de acreditar que “sim, esse é o cara”. Mas quem irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração? Talvez um dia a pista em questão se estreite, se enfeie, se invalide. Talvez meu coração se canse de amar e meu corpo queira só se apaixonar. Não sei. Será?

Quem paga a conta?

Já falei várias vezes em meus textos que acho uma delicadeza homem abrir a porta do carro, dar lugar no restaurante e pagar a conta. E esse “pagar a conta” não deve ser entendido como uma regra, mas como uma gentileza pontual. Um agrado em uma ocasião festiva ou para comemorar um ganho extra, por exemplo. E isso também serve para as mulheres. Já paguei conta de motel e ofereci jantares. E daí?

Dividir a conta é a regra, quando os dois recebem mais ou menos a mesma coisa e podem dispor da quantia em questão e em comum acordo. Já tive que pagar algumas contas quando um namorado estava desempregado e já tive várias contas pagas quando estava na mesma situação. Acho que ele pode ter se sentido mais inferiorizado por questões culturais óbvias, ter ficado com o ego ferido, mas também não me senti confortável em depender – algumas vezes – do outro.

Mas em nenhuma desses momentos me senti obrigada a nada nem obriguei o outro a fazer algo que não quisesse. Nesses momentos. Infelizmente, em outros, algumas pessoas se acharam no direito sim. Como se o fato de pagar um jantar desse direito a “sobremesa”, de maneira bem obscena. Tudo bem que é uma mentalidade ogra, mas existe.

E lendo um texto fantástico da Folha ontem, percebi que existem várias outras questões subliminares e uma sutileza má. Como se uma mulher reforçasse, ao aceitar que o homem pague a sua conta, a sua condição inferior de receber menos. Afinal, ter um emprego digno e uma certa independência te dá maior autonomia, mesmo que seja para fugir em um táxi. E isso serve para os dois lados. Afinal, abusos e estupros são cometidos contra homens também.

Falar que “quem recebe fica rendido” e que “ninguém dá dinheiro de graça” é muito agressivo. Estar em boa companhia e ainda esperar algo em troca é sujo. Posso ser inocente, mas ainda acredito na gentileza. E na igualdade. Será que sou só eu?

Unindo os pontos, terminei a leitura de um livro lindo que se chama “Eu me possuo”. Nele é contada a história de superação de uma mulher que sofreu estupro e todas as culpas e questionamentos derivados dessa situação. E algo me chamou a atenção: A partir do momento que vou para a casa de um homem, sou obrigada a transar? Ele pode se sentir no direito de forçar algo? Qual é a moeda de troca presente nesse momento? O fato de sentir desejo por alguém me obriga a aceitar?

E, mesmo com todos os avanços e conquistas, ainda existem tantas mulheres que aceitam ser sustentadas e humilhadas apenas para ter um status. Se casam, procriam, ignoram traições e posam de esposa feliz para garantir as viagens para Europa e roupas de grife. Elas engrossam uma fileira de comportamentos que alimentam a maneira turva que os homens acabam por nos enxergar.

E entre tantos limites tênues, entendo que ninguém é obrigada a nada, nem homens e nem mulheres. Se recebo mais do que um homem, não posso humilhá-lo e nem ao menos seduzi-lo por ter um certo poder. E gostaria mesmo que as mulheres entendessem, de uma vez por todas, que felicidade não é estar ao lado daquele que lhe cobre de presentes, mas sim, daquele que lhe tira o fôlego!

NOTA: Se for para dividir motel, que os dois gozem!

Mulher: Sexo Frágil?

Mulher é sexo frágil, adora um cara grosso e chora à toa. Fato? Nem sempre. Em tempos de igualdade de direitos e deveres, ainda existem alguns mitos que nos acompanham, como se toda mulher ainda estivesse nos anos 50 e fôssemos todas iguais. Quer ver?

1- Mulher é sexo frágil: Exatamente onde? Aguentamos cólicas, depilações, abusos e assédios sem descer do salto. Tem certeza que a fragilidade está do nosso lado?

2- Mulher adora cara que briga: Cara que briga significa homem sem razão e esse tipo pode passar longe de mim. Homem tem que ter inteligência, muito mais do que força bruta. Falar alto e desrespeitar também podem sair do meu campo de visão!

3- Mulher quer uma pegada forte: Sabe aquela história de que “um tapinha não dói”? Depende do tapinha, de quem está dando e se a outra pessoa está consentindo. Tapa que deixa marca é agressão e não vale mesmo!

4- Mulher adora cozinhar: Eu não tenho o menor tesão em ficar fazendo arroz e feijão todo dia. De vez em quando, gosto de fazer um prato diferenciado e só. Sou super adepta de comidas congeladas e opções práticas. E de um homem que cozinhe para mim.

5- Mulheres adoram canalhas: Oi? Canalha serve para fazer canalhice. Vocês também não gostam de nos rotular entre mulheres para casar e outras para uma noite apenas? Também gostamos de alguns para namorar e outros para transar. Simples assim.

6- Mulher chora à toa: Tirando o período de TPM em que – realmente – choro por qualquer coisa – conheço muito homem que chora muito mais do que eu. Ok, posso ser uma exceção, mas chorar não devia ser privilégio de um sexo ou outro. Chorar tem a ver com emoção e eu espero que todo ser humano ainda tenha.

7- Mulher quando sai de roupa curta é porque quer dar: Oi? De novo!!! Se uma mulher quiser dar, ela pode estar de burca que vai conseguir. E outra: Estando ou não de roupa curta ou até mesmo nua, o seu direito termina onde começa o dela de falar um belo não. Atitude conta muito mais do que vestimenta e respeito faz bem para ambos e conserva os dentes.

8- Mulher só trai por amor: Ai Jesus! Porque até hoje os homens acham que mulher não pode simplesmente sentir tesão? Podemos trair pura e simplesmente porque o sangue ferveu e deu vontade. Pode nem existir o depois. Podemos simplesmente querer uma noite de sexo selvagem. E nem sempre isso acontece porque o relacionamento está ruim…Tome cuidado!

9- Mulher só pensa em casar e ter filhos: Olha, isso realmente caiu de moda. Eu tive filhos, casei, mas confesso que foi muito no susto. E não sei se me casaria de novo. Não tenho isso nos meus planos, mas penso sim em mestrado e doutorado. E tenho amigas que são felizes sozinhas e nem pensam em mudar. Entre ter filhos e casar, prefiro homens que serão para sempre meus.

10- Mulher não goza tanto quanto o homem: Bem, se a sua mulher não goza tanto quanto você, talvez o problema seja você. Gostamos de fantasias, loucuras e selvagerias – vide item 3 – da mesma forma que vocês. E Temos uma capacidade infinita de orgasmos múltiplos e imaginação para dar e vender. Portanto, querido, se você ainda não sentiu o corpo da sua mulher tremer …Pode ser que um belo par de chifres esteja rondando você!

Felizes para sempre?

Sou uma ouvinte nata, mesmo quando não sou convidada para a conversa em questão. Adoro prestar atenção ao meu redor e já fiz vários textos só observando o outro. Ou tantos outros.E como o assunto relacionamento está recorrente, parece que tudo que tem haver com namoros e amores flui para os meus ouvidos. Outro dia, no elevador, ouvi esse diálogo:

– Sinceramente, acho que seria muito melhor se fosse como antigamente. Com 5 anos a gente saberia com quem iria casar, não preocupava em procurar ninguém, não teria as decepções, só aceitava o pretendente e fim. Imagina o tempo que ia nos poupar!

– É verdade, a evolução também tem o seu lado ruim…

E fiquei imaginando como isso seria bom ou ruim se ainda fosse verdade. Tudo bem, existem países que ainda é. Mas aqui, na nossa realidade: Será que as decepções amorosas são tão ruins assim? Será que as pessoas não perceberam ainda que, para acertar, é preciso errar?

O que me vem à mente é que as pessoas acham que relacionamento é formula pronta. Alguém vai chegar, montado em um cavalo branco ou no carro do ano, nos pegar pelos braços, nos beijar apaixonadamente e seremos felizes para sempre. Como nos Contos de Fada.

Mas os Contos de Fadas, com aquela velha história do “Felizes para sempre” esquece de falar da rotina. Do dia a dia que traz todos os percalços de um relacionamento. Dizem que, se Romeu e Julieta não tivessem morrido, jamais teriam dado certo. Imagina cada um ter que aguentar famílias inimigas? Sogros e sogras que já se odiavam? E a Branca de Neve com 7 outros homens para sentir ciúmes do princípe? E quando a Bela Adormecida tivesse filhos, iria ter tempo para cochilar?

Pois nessa busca incessante do perfeito, esquecemos das nossas grandes e imensas imperfeições. Afinal, com todas as facilidades de hoje, ninguém tem tempo a perder. E os pequenos defeitos são simplesmente trocados por outros, em fotos de aplicativos. Mas foto não fala, não reclama, não tem cheiro e nem TPM. É na hora do olho no olho que todo o resto importa. E como importa!

Afinal, muito mais do que alguém que faça os olhinhos brilharem e a nuca arrepiar, precisamos daquele colo gostoso, do afago sem interesse, do apenas estar junto. Com defeito. É na imperfeição que deixamos a vida mais atrevida e é respeitando as diferenças que crescemos em um relacionamento.

Claro que existem defeitos e defeitos. Mau-caratismo não tem perdão, falta de educação também não. As feministas que me perdoem, mas mulher tem que ser tratada com delicadeza sim. Um homem que abre a porta do carro, nos dá o lugar no restaurante e faz alguns agrados providenciais conquista meu coração. Mesmo cheio de defeitos.

E tem defeitos que se tornam charme. Quando o julgamento amolece e a alma aprende a relevar, coisas como excesso de organização – que conseguiam me irritar – se tornam cosquinhas de distração. E se o outro ainda fala que o meu jeito maluco e absolutamente distraído o atraem… Ah, querido leitor… É pura paz nesse coração.

Quem quer sexo?

Lacan uma vez disse que a relação sexual não existe. Simples assim. Mas em tempos de Tinder e relacionamentos relâmpagos, ela é a única coisa que nos resta. Ou não?

Já faz algum tempo que tenho falado que os relacionamentos estão cada dia mais superficiais e tudo está fácil demais. Até demais. E fiquei intrigada com a tal frase de Lacan, sobre a inexistência da relação sexual. Pesquisando, o que veio a tona é que as pessoas não se conectam. Meio “os corpos se entendem, mas as almas não”, já que a frase original de Lacan, “Il n’y a pas de rapport sexuel” pode ter dois significados: A palavra rapport, que normalmente é traduzida como relação, pode ser também colocada como complementaridade. Ou seja: ninguém é a tampa da panela de ninguém.

Isso não quer dizer que não seremos felizes no amor, mas que teremos sempre relações imperfeitas. E relações sexuais em que o cara está de olho no jogo da televisão e a mulher pensando em qual será a sua próxima aquisição da Schutz. Já aconteceu com você? Comigo também. Como não existe uma fórmula mágica para que tudo dê certo, inventamos a linguagem para tentar descrever os relacionamentos. Ou temos DR`S enfadonhas, em que nada é mudado. Ficamos frustrados, mas o medo de ficar sozinho faz com que em que a gente tape o sol com a peneira quando os pequenos defeitos viram quase atrocidades.

E desistimos. Partimos para o sexo sem compromisso, sem hora e nem por que. E isso independe até do status de relacionamento no Facebook ou da aliança grossa na mão. Sexo vira hobby, programa, diversão. Pode ser feito a dois, três ou em uma grande confusão. Nos tornamos apenas corpos sem emoção?

Talvez não. Ainda tem gente que não desiste nunca e que faz “dar certo” buscando ajuda em mais linguagem. É quando surgem aqueles livros que falam a respeito de “Casais felizes”, “Eles gostam disso e elas daquilo”, “Os homens são de Marte…” e por aí vai. Afinal, tentar explicar o amor é a maneira mais fácil de nos aproximarmos desse grande enigma. Falar sobre as 10 maneiras de ter um casamento feliz é ser um pouco Deus. E talvez nem ele tenha as respostas. Afinal, homens e mulheres são tão distintos, reagem de maneiras tão diferentes que a insistência no sexo só pode ser explicada pelo puro e simples tesão.

Mas ter uma relação sexual em que, pelo menos por alguns segundos, as almas estejam conectadas, é sim, o grande sonho dos amantes. Afinal, o ato em si é a parte fácil. Pode ser feito por completos desconhecidos, de maneira automática, mas ainda não inventaram nada mais excitante do que aquele toque exato e o sussurro perfeito na hora do gozo, que só aquela pessoa que realmente te conhece faz aflorar. Mesmo que seja por alguns segundos. É pleno.

Mas é claro que isso não basta, pois temos toda uma vida maluca além do sexo. A pele fica linda uns dois dias, os olhinhos brilham, mas todas as outras bobagens que rodeiam o relacionamento estragam até o mais perfeito peeling. A grande questão é que nada pode nos deixar plenos além de nós mesmos. Nem o sexo e nem o amor. Eles nos dão momentos de alegria, mas também muita dor e decepção. Antes de embarcar em um novo relacionamento, pense sempre na tal imperfeição. E tenha uma vida rodeada de amigos e objetivos, para ser feliz por si, completa em suas verdades e pronta para a diversão. Se você aceitar que estar ou não com alguém é apenas um up, tanto o sexo, como o amor, serão mais uma fonte de inspiração.

Quer namorar comigo?

Talvez seja o fato do dia dos namorados estar chegando que uma dose de romantismo cavalar tem abalado os meus dias. Que, talvez mais do que nunca, eu esteja realmente querendo alguém com quem possa compartilhar sonhos, momentos gostosos e arrepios na nuca. Que eu queira sossegar a alma, deixar o coração solto e me arriscar de novo.

E isso dá medo. É muito mais fácil fingir que não me importo, dar uma de durona ou simplesmente continuar acreditando em Manoel Bandeira, quando diz que “os corpos se entendem, mas as almas não.” E ser de quem me quer ou de quem eu escolho, sem futuros planos ou promessas vãs.

É muito mais fácil seguir solta pela vida, sem dar satisfações ou fazer joguinho, sem hora nem motivo pra voltar. Ser só. E só.

Mas tem hora que o corpo quer mais. Não mais sexo, mas talvez outro abraço. O corpo quer sentir o mesmo cheiro, ter a compreensão dos braços, a percepção dos olhares, a certeza do carinho no depois. Sentir segurança no beijo que simplesmente representa carinho e poder contar com o respeito de quem está disposto a dividir a vida.

Posso ser uma alma livre, mas sinto falta de amarras soltas. Aquelas que me permitem voar, mas sabem a hora certa de me fazer voltar. Uma pessoa que entenda os meus impulsos, mas que tome conta dos meus passos e esteja presente quando a fome do seu beijo apertar. Que não me prenda por obrigação, mas que me queira em momentos de inspiração. Sou condenada a ser livre, mas talvez alguém possa ser a minha melhor prisão.

Que venha o dia 12!

 

Relacionamento aberto ou excesso de informação?

Muito se fala hoje no tal do relacionamento aberto. Namorados, ficantes, casados. Todo mundo parece que aderiu a nova onda. E comecei a me perguntar o porque dessa moda. E me lembrei de um discurso fantástico de Xico Sá e Mario Sergio Cortela onde eles diziam que vivemos com um excesso tão grande de informações que vai se sobressair quem conseguir filtrar o que realmente importa. Se nem jornais, antes renomados, conseguem mostrar só o que interessa, devemos ser reais curadores do que nos é mostrado.

E se colocarmos isso no mundo dos relacionamentos, começamos a entender a dispersão atual. Quando entramos em um site e ele não nos oferece o que desejamos, mudamos para outra tela com um simples clique. Da mesma forma, se um pretendente nos dá um bolo ou não beija bem, temos aplicativos vários ao alcance das mãos para encontrar um outro príncipe encantado. Simples assim.

E isso tudo é muito novo. Há uns 30 anos atrás, para se conhecer alguém era necessário esperar uma festinha. Normalmente a turma da escola fazia aquela famosa onde as meninas levavam os doces e salgados e os meninos os refrigerantes. Já começava errado, mas tudo bem. E esperávamos essa festinha com o entusiasmo de uma manhã de Natal. Lá, tínhamos sempre os preferidos e esperávamos ser tiradas para dançar. O que quase nunca acontecia comigo, mas tive momentos de sorte.

Se o números de telefones eram trocados, esperávamos ansiosas o aparelho – fixo, único, que ficava no corredor da casa – tocar. E o pai não atender. No meu caso, como me chamo Caroline, todo mundo que ligava procurando a Carol tinha o seu acesso negado. Meu pai simplesmente dizia que não tinha ninguém lá com esse nome e meu príncipe encantado se amedrontava e subia novamente no seu cavalo branco. E partia. Será que algum deles era o meu pretendido?

E eu esperava novamente outra festa, onde talvez estivesse mais atraente, mais interessante e até mesmo mais esperta para depois atender ao telefone na frente do meu pai. Ou alertar o garoto a falar o meu nome completo. Hoje, nome é apenas um mero detalhe. Ficamos, desficamos, não queremos aprofundar em nada e o máximo que rola é mais um número no whatsapp.

Se na minha épocas as TV’s nos mandavam dormir a meia noite, com uma série de listras coloridas, hoje nossos celulares nos acordam no meio da noite com mais uma mensagem surgida sei lá de onde. O facebook que atualiza, um novo grupo que surge e milhões de pessoas se conectam sem cessar. Ser fiel como? Pra que? O mundo é vasto e cabe na palma da minha mão. E me esqueço de ser curadora do meu próprio coração.

Semana boa é semana curta!

Feriado chegando e a semana fica deste tamaninho…3 dias no máximo, enforcamos a sexta feira e o final de semana chega mais rápido. Quarta feira vira “véspera de feriado” e todo mundo elege a preguiça como melhor amiga!Uns viajam, outros curtem a cidade, mas todo mundo para…nem que seja um pouquinho. E como é bom parar…

Sair da rotina de acordar cedo, pegar ônibus, metrô ou carona, ir para o trabalho ou escola, ver as mesmas pessoas – que podem ou não ser queridas – fazer as mesmas coisas e voltar para casa apenas para começar tudo de novo! Ai, ai…

O único problema é quando ficamos em casa no feriado. Todas as pequenas coisas que precisamos fazer e nunca temos tempo começam a aparecer na nossa frente quase que em fila de urgência. E como somos programados para não parar nunca, começamos a resolver todas aquelas coisinhas miúdas que nos incomodam. Limpamos a calha, trocamos o fusível do computador, juntamos os pares de meia, separamos as roupas para doar, colocamos os cobertores no sol…e aí, mais um dia foi embora.

Vamos dormir exaustas,precisando de mais um dia para descansar…Acho que o trabalho é super valorizado. Porque temos que trabalhar 5, 6 dias e descansar apenas 2? Ou as vezes só um? Já escutei uma vez que ” Vim ao mundo a passeio!” Não sei o autor dessa sábia frase, mas quando exatamente poderemos fazer isso?

Passear, namorar, ler, não fazer nada é algo cada vez mais raro, imagino, para todo mundo. Ficar mesmo, deitado na cama, olhando para tv e levantar apenas para as necessidades mais básicas, como fazer xixi ou pegar um chocolate…Ou deitar na grama, ficar olhando para o céu e tantar adivinhar o formato das nuvens… Tem coisa melhor? Só se tiver pic nic e boas companhias…já experimentou?

O mais importante hoje não é nem ter tanto dinheiro, mas tempo para gastá-lo, a nosso favor.Pagar conta a gente já tem que pagar mesmo… Obrigação tomou o lugar da diversão de tal forma que até já esquecemos como é.

E férias? 20 dias corridos, com celular ligado e com medo de ser demitido ou substituído na volta.Dá pra relaxar? Quando se consegue viajar,por que nem sempre a grana dá…e ir para Guarapari pegando 3 horas de engarrafamento não é descanso, é martírio!!!

Penso que os nossos dias deveriam ser mais compridos ou nosso tempo realmente otimizado. Parei de me preocupar com bobagens, não brigo com quem insiste em me provocar e não perco oportunidades por besteira. A vida é curta demais para eu me apegar a mesquinharias…

E as vezes, me dou momentos de férias…Uma massagem terapêutica durante uma hora que me faz até dormir, uma sessão de cinema sozinha para ver um filminho, com pipoca e refrigerante, que nem filhos nem namorado teria paciência de ver, tarde inteira no sol, ouvindo música e pensando em nada…Pequenos prazeres que merecemos e precisamos para repor energia, beleza, colágeno…E aí, a vida fica mais leve, mais solta, mais bonita. Reduzimos a taxa de ter um infarto no miocárdio, desenvolvemos menos rugas, produzimos mais elastina.

As pessoas que se permitem parar , nem que seja por pouco tempo, são sim mais felizes. E continuam por aí para contar história! Boa semana curta pra todo mundo!

 

O fim da fossa – e viva o amor slow!

Não, não. Esse não é um texto de auto ajuda, muito menos um manual de como superar o fim de um relacionamento. É a constatação pura e simples do que vem acontecendo nos dias de hoje. O fim desse período de fossa, em que homens e mulheres ficavam deprimidos, tristes, comendo sorvete e vendo filmes românticos na TV esperando o próximo amor chegar. Ok, mais mulheres do que homens faziam isso. Mas, de qualquer forma, acabou.

Claro que ainda tem gente que sofre por um grande amor perdido, mas o tempo de espera entre um romance e outro acontecer diminuiu ao máximo. Acho que pelo excesso de maneiras de se encontrar pessoas, pela agilidade dos dedos e fotos nos whatsapps, tudo ficou rápido e fácil demais. O amor da sua vida se torna mais um em um piscar de olhos e outro surge de maneira quase instantânea em um próximo aplicativo. Somos incapazes de amar de verdade?

Acho que a falta de tempo e o excesso de informações criou em nós uma quase insensibilidade. Nos tornamos excessivamente práticos  porque não temos tempo a perder. E muito menos com coisas do coração. Não dá para ser sensível e eficiente, precisamos estar à frente do nosso tempo e nada pode nos atrapalhar. Sofrer por amor? Perda de tempo.

E vamos construindo grandes vazios que nunca conseguirão nos satisfazer plenamente. Se estamos frustrados no casamento, preferirmos arrumar um amante a conversar e esclarecer a situação. Se levamos um bolo ou terminamos um relacionamento, simplesmente procuramos o próximo entre os contatos do facebook ou brincamos com as fotos do Tinder. Se a semana tem 7 dias, porque ter só um?

Entramos e saímos de relacionamentos abertos, namoros, compromissos e até mesmo casamentos com a mesma facilidade e rapidez. Nada mais parece realmente importar, não faz diferença. Uma simples ficada pode ter até mais valor do que um relacionamento que já dura anos, pois o desrespeito não escolhe status. Alianças, fotos do casal no facebook, filhos…pura ilusão.

Mas eu ainda acredito que, como tudo nessa vida que teve seu momento fast, o amor vai voltar a ser slow. Consumimos roupas, alimentos e pessoas em uma velocidade voraz, mas já percebemos que, para ser sustentável, temos que degustar. Saber de onde veio uma roupa, preparar um alimento com carinho, tratar o bem amado como se fosse para sempre. A vida é um ciclo e chegamos ao limite da loucura. Precisamos suspirar mais, curtir contatos doces, parar um pouco.

Eu já parei de comprar Forever 21. Parei de comer Mac Donalds. Só falta me apaixonar.

Cortando o mal pela raiz

Uma das coisas boas da maturidade é saber quem deve ou não permanecer em nossas vidas. Como se fosse uma erva daninha, existem pessoas e atitudes que devem ser cortadas pela raiz. Sem dó. Sabemos exatamente quem e o que nos faz mal. Só resta tomar coragem e arrancar.

Mas a gente tem a triste mania de protelar. De dar a segunda chance. Que acaba se tornando a terceira e nunca chega a última. Pessoas mesquinhas não mudam. Sem educação e escrotas também não. E se o bofe te enrolou ontem vai te enrolar amanha. Pode ter certeza.

E não são só os relacionamentos que precisam de bastas. Amizades que não acrescentam nada e a pessoa parece sugar toda a sua energia também são desnecessárias. Tem gente que gosta de sofrer, fazer o que? Tem gente que prefere ficar em casa curtindo fossa a sair e se divertir. Triste, mas real. E o que podemos fazer? Nos livrar dessa má influência!

Claro que tem amigos e amigas que precisam de um pouco mais de atenção, passam por problemas reais e nem sempre tem disposição ou mesmo condições para nos acompanhar. Mas desculpa esfarrapada não dá. E não tenho paciência mesmo. Quero gente ensolarada do meu lado, gente que ri sem motivo, que tem brilho no olhar e consciência que somos abençoados demais. Não somos?

Afinal de contas, se podemos encarar o copo como mais cheio do que vazio, porque deixar com que outras pessoas esvaziem a nossa alma? Ser feliz é para quem quer, pois motivos temos de sobra. Só depende de como lidamos com aqueles em que a inveja é rotina, a mesquinharia corrói e a depressão se torna uma opção. Quer viver mais e melhor? Corte o mal pela raiz!

Afinal, o que e traição?

Conversar com homens a respeito de relacionamento é sempre um aprendizado. E o mais interessante é que eles tornam tudo muito prático e objetivo. Até o momento em que o calo que vai doer é o deles…Simples assim.

E o assunto em questão é a tal traição. Hoje, mais do que nunca, trair se tornou algo quase subjetivo. Temos tantas maneiras de nos relacionarmos, que o ato de trair em si acaba tendo outras conotações. Por exemplo: Ver pornografia é traição? E pagar/pegar uma mulher – ou um homem – para “aliviar a tensão” pode ser considerado relacionamento? Quanto tempo é necessário para uma ficada se tornar um compromisso? Ou será qua nada disso mais existe?

Já ouvi falar que beijar na boca é muito mais comprometedor do que uma transa que acontece pela simples atração. Concordo que um beijo pode guardar muito mais emoção do que o ato de cópula, que é quase um instinto. E essa premissa serve para os dois lados. Afinal, temos tantas ou mais necessidades sexuais do que os homens. Não é?

Mas tem uma coisa que me deixa curiosa: Temos apenas a necessidade sexual? Porque eu tenho tesão de várias outras maneiras. Tenho tesão em uma dança, em uma boa conversa, em estar com um homem cheiroso perto de mim, em um belo jantar. E tudo isso pode ser considerado quase um ato sexual, pois os prazeres são bem próximos. Isso é trair?

Vamos partir de uma premissa essencial: Ter atenção ao seu par. Na dança, ensaiamos passos que precisam estar sincronizados. Em um jantar, cheiros e gostos são compartilhados da mesma forma que boas experiências. O roçar de uma perna, o toque das mãos, tudo faz parte de um ritual que pode levar a algo mais. Rituais que podem ser considerados quase preliminares. E até levarem a uma traição. Ou não.

Além disso, como até mesmo já escrevi por aqui – leia Monogamia Alternada – estar com mais de uma pessoa e ter sentimentos diversos por elas só é considerado traição em algumas religiões e de algum tempo para cá. A natureza humana sempre aceitou e viu como normal as pessoas terem vários parceiros como uma forma mesmo de perpetuar a espécie. E com tantas formas de conhecer pessoas e com um mundo tão vasto, isso não deve ser considerado traição. Talvez uma mera indecisão.

De toda forma, uma coisa é certa. A pior traição é a falta de atenção.E isso não precisa necessariamente envolver sexo, muito menos amor. Quando nos colocamos para uma pessoa, nos arrumamos e dedicamos um tempo a ela, o mínimo que deve acontecer é uma retribuição. Se alguém se dispõe a estar com você, esteja por inteiro. Preste atenção nos detalhes, saiba ouvir, esqueça o jogo – ou não marque nada no dia de um jogo – ponha a TV para gravar o tal capítulo de Game of Thrones, deixe o celular no silencioso. Ou simplesmente se contente a ser mais um.

Tudo bem ter um relacionamento aberto. Mas seja aberto também na hora do compartilhar.Agora, sumir durante dias, não responder à mensagens ou se fazer de desentendido quando perguntado onde está, pode, sim, ser considerado muito mais do traição: é falta de caráter. É trair o gostar, o carinho, o sentimento que ainda une homens e mulheres. Você pode não amar. Mas tem obrigação de respeitar.

Para ter um relacionamento saudável…ou quase!

Todo mundo que está começando um relacionamento tem a mania de criar expectativas demais, apostar tudo e se empenhar para que seja perfeito. Easy, baby! Antes de mais nada, tenha em mente que é apenas um começo. Que pode ou não dar certo. E que a sua vida nunca deve parar por causa de fulano ou beltrano. Nem por ambos. Por isso, fiz um breve manual com dicas preciosas para que você continue linda e inteligente – sim, porque alguns relacionamentos conseguem nos deixar burras – e ainda deixar o bofe enlouquecido. Anota aí!

Tenha vida própria – Uma mulher que trabalha, tem amigos, compromissos e eventos tem muito menos chance de pegar no pé de alguém. Até porque, tempo é que ela menos tem! Se não tiver nada para fazer, invente! Alugue aquele filme que há tempos você quer ver, vá ao museu, ao teatro…Só não vale ficar olhando o whatsapp de 5 em 5 minutos para ver se ele vai te chamar para algo!

Tenha auto estima – Se achar linda, gostosa e inteligente é muito mais interessante do que uma mulher que vive falando que é feia, engordou ou não tem assunto. Cuide-se, leia, aprenda algo novo, capriche no look. Ser apreciada e desejada é fundamental para se sentir bem e atrair coisas boas

Suma de vez em quando – Toda mulher deve ter aquele ar de mistério para que o homem nunca ache que ela está lá disponível. Se você sempre posta tudo o que faz no face e no insta, dê uma sumida. Você pode passar o final de semana em casa na frente da TV comendo besteira…Mas ninguém precisa saber! E se for questionada por onde andou, diga apenas:

– POR AÍ…

Tenha turmas – Pessoas que tem turmas sempre tem algo para fazer, nem que seja encontrar em buteco. Ter uma turma – ou várias – faz bem para a alma e o coração, te dá assunto e programa. Se você acabou de chegar em uma cidade desconhecida, faça algum curso onde possa conhecer gente. É fundamental!

Aprecie a sua companhia – Ficar sozinha de vez em quando faz um bem enorme. Você ouve seus pensamentos, organiza as ideias, estipula metas, curte o que você é. Quando estamos felizes e completas, não PRECISAMOS de outra pessoa. Quando nos sentimos bem, o outro vem ACRESCENTAR na nossa vida, nunca SUPRIR alguma carência.

Tenha o seu próprio dinheiro – Outro item fundamental. Trabalhar e ganhar a sua grana te faz independente e confiante, o que te dá mais auto estima e autonomia para fazer o que quiser sem depender dele nem de ninguém. Ponto para você!

Flerte – Encare o ato de flertar como um exercício: Você avalia a sua capacidade de sedução, percebe a resposta do público masculino e vai massageando o ego…Fantástico!

Não aposte todas as fichas em um único número, ou melhor, em um homem só! – Já ouviu falar em estepe? É isso mesmo: Alguém que pode quebrar um galho na hora que o principal some. Seja para sair, dar uns pegas, um sexo sem compromisso…Isso distrai a cabeça, te deixa com a pele boa e ainda mais segura para encantar o bofe. Claro que ele não precisa saber nunca de onde vem tanta alegria, né?

Tenha um plano B – Vocês estão juntos e ele faz planos, que te incluem, para o final de semana. Ok, lindo. Mas se previna sempre. Homem adora inventar um programa com os amigos de última hora e te deixar a ver navios. Fique sempre atenta ao que está acontecendo e deixe algo mais ou menos marcado. Se ele furar, sorria e diga:

– Que ótimo, vou poder encontrar com meu amigo que chegou da Itália!

Ele vai pensar duas vezes antes de sair com os amigos, perguntar quem é esse tal amigo que está chegando, vai te ligar – você não vai atender, o papo estava ótimo! – e NUNCA MAIS vai desmarcar um compromisso com você. Confia!!!

Amor, amora

Ainda não inventaram uma palavra que me assuste e me agrade tanto e ao mesmo tempo do que o tal “Amor” dito em voz rouca, de homem macho, no meio do nada ou entre lençóis desarrumados. No telefone – hoje whatsapp – em um descuido, uma frase solta, esse tal “Amor, que dia vou te ver?” mexe com todas as minhas frágeis emoções e tem a descabida força de fazer surgir sentimentos até então absolutamente escondidos por precaução ou puro medo.

Por mais que as coisas hoje estejam superficiais e claras – até demais – essa pequena palavra ainda tem o poder do romance e daquilo que já quase esquecemos: O tal relacionamento. E me vejo boba de novo quando ouço de um ilustre desconhecido que apenas me beijou demoradamente esse nome composto da mais pura singeleza.

E ele ainda faz mais. Consegue transformar o Amor em Amora, que pode ser apenas uma frutinha vermelha e meio azeda – sensual e real – como o feminino de Amor, denominando um par, outro eu, em total sintonia com o tipo masculino, singular e da espécie humana que ele é.

E volto a ser menina, com as mais puras fantasias – e outras impuras loucuras- na vontade sensual e amorosa de ter meu corpo se entendendo com outro corpo, enquanto a minha alma me avisa, quase gritando: Isso é só sexo, louca!!! As almas não se entendem, lembra???

Não, elas não se entendem. Os corpos sim, molhados, suados, perfeitos em total sintonia. Não precisam de nomes, endereços, depois. Querem apenas a ilusão do Amora no ouvido e um gozo tão forte que mais parece um mar de estrelas. Estrelas tatuadas em meu quadril que ainda espera um amor que esfrie a espinha e aqueça o ventre. Em almas que se entendam. Ou não.

Tinder e eu

Há algum tempo atrás resolvi entrar no Tinder depois de ver amigos e amigas se deixando levar por essa onda e marcando encontros quase diários com ilustres desconhecidos. Fiquei absolutamente curiosa em entender o mecanismo por trás dessa fissura e baixei o tal aplicativo. Coloquei uma foto bacana, uma descrição leve e comecei a brincar de incluir e excluir pessoas da minha vida.

E é lógico que o primeiro quesito foi a aparência, senão o aplicativo não teria tantas fotos. Idade e local também foram importantes, afinal, não queria me aventurar com rapazes que não sabem o que foi a febre da discoteca ou, ao menos, o que significa mullet. Não teria conversa com alguém muito mais novo do que eu. Talvez só sexo. E quanto mais perto, mais fácil, afinal o trânsito não ajuda, muito menos o preço da gasolina para o tal ficar percorrendo quilômetros para me ver.

Ok. Feito isso, comecei também a receber likes e o mais interessante era quando os dois se curtiam. Baseado em que? Aparência, gostos, amigos em comum, algo que facilita a vida nesses tempos modernos. Gosto de jazz, você também? ÓTIMO! Gosta de funk? PRÓXIMO! E o bate papo rolava, normalmente em duas ou três frases seguida do pedido do whatsapp. Por que? Lá é melhor para conversar. Ok

E fui para o whatsapp com alguns homens até interessantes e vou contar exatamente o que me fazia desistir e até bloquear alguns. O primeiro item da minha lista sem dúvida é o erro de português. Pode parecer frescura, mas erros grotescos tiram completamente o meu tesão. Papos vazios também , quando o cara faz uma pergunta e não tem mais nada para acrescentar. É como se aquele feno dos desenhos animados percorresse o meu whatasapp:

– O que você faz?
– Trabalho com moda
– ………………………

O mais louco eram os que se achavam. Recebia recados assim:
– Estou agora no Pátio Savassi, vamos encontrar?
Nem se fosse o Brad Pitt. Primeiro que o encontro é uma arte e merece – e precisa – ser tratado como tal. Existe uma preparação, um envolvimento, um antes para ter o durante e o depois. Segundo, quem esse tipo de cara pensa que é para imaginar eu saindo da minha casa correndo para encontra-lo sei lá aonde? É muito ego!

O papo mais legal foi com um cara que foi sincero do começo ao fim e se colocou de uma forma super bem humorada. Para não ficar com conversa fiada ele fez um resumo interessante da própria vida e deixou em aberto para que eu falasse da minha. Chegamos a nos encontrar, mas tenho que confessar que não rolou química. Poderíamos até ser grandes amigos, mas ele simplesmente me ignorou depois desse dia. Deve ter as razões dele. Ou a próxima foto foi mais interessante.

O outro que conheci foi mais além e tivemos um pequeno relacionamento. Beijo bom, saímos algumas vezes, até conheci o filho e tivemos uma conexão bacana. Até o dia em que ele começou a falar mal de um dos lugares que mais amo…
– Maleta é lugar de gay e doido!
Oi? Então eu devo ser muito gay e muito doida, pois conheço todo mundo naquele lugar! Não gosto de pessoas preconceituosas e um homem que não convive bem com homossexuais – e gente louca – não cabe na minha vida. Simples assim.

No meio disso tudo, fui questionada por um ex usuário do Tinder sobre o que as mulheres querem lá. Acho que, acima de tudo, companhia. E não só as mulheres. Os homens estão cada dia mais carentes. O motivo pode ser só sexo, namoro ou até casamento. Mas no fundo, todos nós queremos alguém. Virtual ou não.

– Mas porque as mulheres somem? – Ele me pergunta curioso.

Por todos esses motivos. Talvez não rolou uma química, seu papo é ruim ou simplesmente a foto seguinte era mais interessante. Tudo ficou muito superficial e simplesmente não consegui achar saudável ficar selecionando pessoas a bel prazer e partir de um para outro como se fossem fichas catalogadas. As coisas não funcionam assim e talvez esse seja o grande motivo dos relacionamentos durarem menos do que as mini séries. Se um não me agrada, para que perder tempo se tem uma próxima foto me esperando com novas e – talvez – boas oportunidades?

No fim, cheguei a conclusão que não quero começar algo através de aplicativos para o amor, mesmo tendo notícia de um bebê que recebeu o nome de Tinder por ser fruto de um relacionamento que começou lá. Excluí a minha conta – nem adianta me procurar – pois ainda acredito no olho no olho, no frio na barriga, no “aceitar os defeitos” e construir algo real juntos. Sou do tempo em que ficávamos ao lado do telefone fixo – alguém ainda tem isso? – esperando aquele convite para sair no sábado à noite. E, se não rolasse, ainda tínhamos a chance de encontrar nas festas e eventos – que na época eram poucos – e esbarrar na pessoa dos sonhos para conseguir a tão esperada atenção.

É, acho que os 40 me deixaram nostálgica. Queria voltar a acreditar em tudo que faz com que um relacionamento realmente perdure. Mas em meio a Tinder´s, whatsapps e traições, acho difícil. Basta um clique para marcar um encontro, uma imagem para desejar o outro, um vacilo para perder o interesse. E no meio de tanta informação nova e outras chances, aposto nos meus gatos. Eles ainda são a melhor opção.

DICA:

MULHERES: Colocar fotos sensuais no Tinder dá – sim – a entender que você só quer sexo e deve até cobrar por isso. E exigir demais do homem, tipo: Quero um homem sincero, carinhoso, que tenha bom humor, seja alto, magro, com olhos claros e goste de cachorro…vai afugentar bons pretendentes. Ninguém é perfeito, nem no mundo virtual muito menos no real. Isso vale para ambos os sexos, viu rapazes com tanquinhos de fora?

HOMENS: Antes de tirar a foto para colocar no Tinder se assegure de que a aliança não está aparecendo. E lembre-se: Se você está no aplicativo, a amiga da sua esposa – ou até mesmo ela – também pode estar. No mundo virtual não tem para onde correr, bebê!

AMBOS: Marquem sempre o primeiro encontro em lugares públicos e movimentados. Avise um amigo ou parente onde vai e, se possível, mande uma mensagem com a placa do carro e nome do pretendente. Se for rolar algo a mais, não se esqueça da camisinha. Segurança sempre!

Qual o dia do velório?

Por quantos dias uma pessoa pode sumir sem dar notícia e reaparecer como se nada tivesse acontecido? Ok, mais especificamente: um – considerado – namorado some. Você, obviamente, não liga. Pode até se remoer, mas mantém o orgulho firme. Qual é o prazo? 1 dia, 2, 3…O tempo pode passar indefinidamente e nada acontecer. Você pode fingir que nada aconteceu. Ou deixar o orgulho de lado, vestir o : “não tenho mais nada a perder mesmo” e ligar. Qual seria a desculpa?

– Morreu?
– Perdeu o meu número?
– Que dia será o enterro?
– Terminou e esqueceu de avisar?

O melhor é quando você liga, o defunto atende mais vivo do que nunca e ainda tem a coragem de dizer que está no buteco. Qual seria a resposta?

– Não morri, estou falando com vc…sou apenas um canalha mesmo.
– Perdi o seu número e nunca mais quero achar.
– Não terminei, precisamos conversar.

Ou seja, terminou mas quer ter a chance de uma transa antes do fim já declarado.Não seria mais fácil e honesto dizer, antes de sumir:
– Não quero namorar, tenho mais o que fazer, me esquece!

Ou, menos cruel:
– Estou no meu ano sabático e vou me dedicar ao jejum sexual…

Tudo, menos ignorar.Não tem nada que justifique.E aí, as desculpas vão ficando mais e mais ridículas…
– Meu cachorro não come há três dias, a pressão da minha mãe subiu, nem almocei hoje, meu filho está com problemas, o trabalho está acabando comigo,não tenho tempo para nada.. – Menos, é claro, para estar no buteco com os amigos!

Homem é um ser totalmente peculiar. Se aparece mais de um problema, ele surta. Não existe o universo paralelo em seus cérebros limitados. É impressionante. Nós parimos, arrumamos a casa, criamos o filho, cuidamos DELE – que nunca vai deixar de ser filho – e ainda fazemos unha, malhamos e estamos lindas e dispostas quando ele quer sair.

Da próxima vez que um homem sumir da sua vida, nem dê a chance da desculpa, ninguém merece. Delete o número dele do seu celular – para não cair em tentação – bloqueie os e-mails, jogue fora as lembranças. E se for convidada para o velório…bem, aí é melhor mesmo fingir que nunca o conheceu!