Live com especialistas abordará onde mulheres podem encontrar proteção em caso de violência doméstica

 Ação é uma iniciativa do Instituto Camila e Luiz Taliberti com objetivo de reunir as principais estratégias e atores dos movimentos contra este tipo de crime que teve aumento expressivo durante isolamento social

A segunda live da websérie Taliberta Violência Doméstica, idealizada pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, discutirá como as mulheres podem encontrar proteção em casos de agressão ou ameaças. A transmissão ao vivo será nesse sábado, 13 de junho, às 12h .

A entrevista, mediada pela jornalista Mariana Kotscho, será transmitida pelos canais do Youtube e Facebook do Instituto e contará com a participação da Promotora de Justiça da Casa da Mulher Brasileira de São Paulo, Juliana Gentil Tocunduva, e da Comandante da Guarda Civil Metropolitana, Elza Paulina de Souza, primeira mulher a assumir o comando.

Aumento de casos de violência na quarentena
Dados levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que a violência contra a mulher aumentou no período de isolamento social. Um dos indicadores, o número de feminicídios no país, cresceu 22,2% em março e abril, em relação ao mesmo período de 2019.

Com isso, o Instituto Camila e Luiz Taliberti que tem, dentro de suas missões, atuar com temas como a defesa dos direitos humanos e o empoderamento de grupos vulneráveis, especialmente mulheres, criou a websérie Taliberta Violência Doméstica, que acontecerá todos os sábados até o dia 11 de julho .

“Existem muitos atores envolvidos no combate a este tipo de crime. Queremos que todas as mulheres tenham acesso ao máximo de informação possível sobre como procederem em casos de agressão ou ameaças e onde podem ser atendidas. Nosso intuito é alcançar o máximo de pessoas possível para que elas saibam como agir e se sintam mais seguras para denunciar”, afirma Helena Taliberti, presidente do Instituto Camila e Luiz Taliberti.

Debate abordou formas de identificar relacionamentos abusivos
A live que aconteceu no último sábado, 6, trouxe reflexões sobre como identificar relacionamentos abusivos. “É preciso trabalhar esse tema com jovens e adolescentes, para que elas consigam identificar um relacionamento abusivo e descobrir a força da mulher para lidar com essa situação e evitar esses padrões ao longo de toda a sua vida. Esse debate também permite que as mulheres possam questionar papéis vistos como tradicionais pela sociedade e, assim, levar essa reflexão para além do individual”, explicou Marilia Taufic, idealizadora do app PenhaS.

Já a promotora de Justiça Nathalie Malveiro, explicou que “toda violência doméstica contra a mulher acontece dentro de um relacionamento abusivo que tem características bem básicas: isolamento, controle e ciúmes excessivos”. Em resposta a uma pergunta enviada sobre como educar filhos homens para que não sejam agressores, Nathalie reforçou a importância de eles aprenderem a ouvir “não” desde cedo para que lidem com respostas negativas no futuro.

Mediação Mariana Kotscho
“Muitos assuntos são difíceis de falar, mas extremamente necessários. E a violência doméstica é um deles. Infelizmente os dados do nosso país têm aumentado cada vez mais e apontam uma verdadeira epidemia de violência contra a mulher. Em geral, as vítimas são mães e são agredidas pelos pais dos próprios filhos dentro de casa. Quando a mãe é agredida, filhos e filhas costumam ser também”, comenta Mariana Kotscho.

Mariana é jornalista, ativista da causa e coordenadora de um grupo do Facebook que acolhe e orienta vítimas de violência doméstica. É ainda apresentadora do programa Papo de Mãe, da TV Cultura.

https://youtu.be/kIpOoypTwKI

Programação completa:

06/06
Relacionamento abusivo: como identificar
Convidadas:
Nathalie Malveiro: Promotora de Justiça
Marilia Taufic: Criadora do aplicativo de socorro Penhas e membro do coletivo Azmina

13/06
Em busca de proteção: onde encontrar
Convidadas:
Elza Paulina Souza: Comandante da GCM/SP
Juliana Genril Tocunduva: Promotora de Justiça da Casa da Mulher Brasileira

20/06
Quando você é a vítima: o que fazer
Convidadas:
Mafoane Odara: Psicóloga e ativista
Miriam Vasserman: Diretora da Fisesp (Federação Israelita) e coordenadora do grupo de empoderamento e liderança feminina

27/06
Quando a mãe é agredida, os filhos também são vítimas
Convidadas:
Regina Célia Barbosa: Vice-presidente do IMP (Instituto Maria da Penha)
Isabela Guimarães Del Monde: Co-fundadora da Rede Feminina de Juristas

04/07
Superando a violência doméstica
Convidadas:
Celeste Leite dos Santos: Promotora de justiça TJ/SP e idealizadora do projeto Mente Saudável
Marisa Marega: Jornalista, ativista e coordenadora do grupo de apoio a vítimas de violência doméstica no Facebook

11/07
União de mulheres
Convidadas:
Tatiane Moreira Lima: Juíza de direito da Vara de violência doméstica da zona leste de SP
Gabriella Nicaretta: Advogada e vítima de violência doméstica

Encerramento musical

Adriana Sanchez: Sanfoneira e cantora

Sobre o Instituto Camila e Luiz Taliberti
O Instituto é uma iniciativa coletiva de amigos e familiares de Camila e Luiz Taliberti, vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. O Instituto tem como missão atuar em temas socioambientais, a defesa dos direitos humanos, o empoderamento de grupos vulneráveis, especialmente mulheres, e a proteção do meio ambiente contra ações danosas.

#NÃOAVIOLÊNCIADOMÉSTICA

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