Reprimir as emoções nem sempre é o melhor caminho, alerta Lilian Lima

Todos os dias recebo vários textos sobre como manter a sanidade mental durantes esses tempos estranhos que estamos vivendo. Mas, será que precisamos nos controlar tanto assim? Acredito que as vezes é preciso deixar as emoções fluírem até mesmo para entendê-las. E pedi ajuda a uma grande amiga psicóloga que tem mais a dizer sobre isso. Com a palavra, Lilian Lima*:

Ao estarmos em Isolamento Social devido a pandemia de Coronavírus, nos deparamos com sensações estranhas que fazem parte da nossa rotina, mas as vezes são negligenciadas por tantas tarefas do dia a dia. Estamos falando das nossas emoções. Isso mesmo, sensações que nos acompanham diariamente e às vezes nem paramos para senti-las, vivenciá-las e aprender com elas.

A alegria, a tristeza, a raiva, o medo e a aversão são emoções primárias e extremamente importantes na nossa vida e lidamos com elas desde a nossa primeira infância. Ao identificá-las no momento certo, aprendemos a lidar com nossas questões emocionais com muito mais clareza, equilíbrio e bom senso.

Alguns colegas psicólogos e até outros profissionais, defendem que é preciso aprender a controlar, dominar e, dependendo do contexto, até repreender essas sensações para não termos prejuízos maiores. Mas nem sempre isso é possível.

Voltando ao nosso momento atual, algumas das emoções estão surgindo com mais intensidade, como o medo, a tristeza e até a raiva, em forma de mecanismos de defesa para enfrentarmos uma situação onde o perigo não é visível e, de certa forma, imprevisível.

Mas, como usar essas emoções a nosso favor para passarmos por esse momento com um pouco mais de equilíbrio?

O medo, uma das emoções mais importantes para preservação da nossa vida – e nesse momento não seria diferente – vem para nos alertar de um perigo que pode atingir, não somente a mim, mas quem está próximo. Com isso, se tenho medo, me previno, tendo a consciência de estar fazendo um bem maior e que, agindo assim, todos sairemos bem dessa situação.

A tristeza vem como uma forma de lidar com minhas questões pessoais, muito mais pela compaixão pelo outro, que pode ter perdido um ente querido e estar passando por um momento de maior sofrimento e angústia.

Já a raiva pode vir acompanhada de um certo teor de egoísmo por não entendermos bem ao certo a gravidade da situação ou de se sentir forçado a atitudes e ações que de certa forma fogem ao nosso controle.

O que vale saber aqui é que, se de alguma forma ou em algum momento, você sentiu algumas dessas emoções ou até todas, isso é extremamente aceitável e compreensível. Estamos todos juntos nessa e acredite, assim como as emoções, isso também vai passar.

*Lilian Lima é Psicóloga Clínica graduada pela Faculdade Pitágoras com formação em Psicologia Clínica e Organizacional, Especialização em Terapia de Casal e Família, Terapeuta Cognitivo Comportamental (TCC) , Especialização em Leader Coach e Master Coach, e com larga experiência em aplicação e correção de Testes Psicológicos e Orientação Profissional e Vocacional. Profissional há mais de 5 anos com grande experiência em tratamento de transtorno de Ansiedade, Síndrome do Pânico, Relacionamentos e Orientação de Pais e Família é também psicóloga no #projetomaisautoestima há mais de um ano. Durante a pandemia, Lilian está atendendo online pelo whatsapp: 31 98105-7877

#fiqueemcasa

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