Se o sexo for bom…

Não amigos, isso não é frase para contratar puta. Isso na verdade foi um comentário que escutei de um perfeito idiota quando questionado se queria namorar. Agora, me explica: quando o sexo virou pré requisito?

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Na minha época – há muito tempo atrás – sexo era meio. O que a gente levava em consideração era o bom papo, o charme, o beijo que arrepiava, o cheiro que deixava a gente sonhando com o outro no travesseiro…Ok, um pouco de romance no coração dessa pobre escriba. Talvez uma alteração hormonal… Mas, porra, sexo virar eliminatória é foda.

Porque, sinceramente, se o homem quer sexo de cara perde o mistério. Sim, amores, também rotulamos os caras fáceis e separamos muito bem as coisas. Um homem que só quer isso deixa de ser interessante logo depois do último múltiplo orgasmo. Não tem conversa, promessa nem depois. É só mais um.

Afinal, o que nos move, de verdade, é a tal conquista. É esperar o próximo passo. Ter medo de ser boba. Ter coragem de ser boba. Se arrepender por ter sido. E descobrir o tal sorriso ainda mais bobo quando o outro corresponde à nossa coragem.

E aí, amores, rola o sexo. Sem exatamente dia e hora para acontecer, mas quando já existe uma intimidade gostosa e um respeito mútuo. Quando a conversa flui no antes, durante e depois. E quando o último orgasmo não é o sinal para colocar a calcinha e bater em retirada.

Acho que ainda acredito no amor, mesmo que seja por um momento. Não precisamos ter a certeza do depois, mas o antes tem que nos dar o mínimo de segurança na entrega. E o que falta, às vezes, é a sutileza no lidar. Todos temos desejos, mas a forma de externar o sentir é que separa os homens em cavalheiros ou imbecis.

Sinceramente? Se o idiota do primeiro parágrafo tivesse uma inteligência emocional mais elevada, talvez tivesse conseguido o melhor sexo da sua vida. Mas depois descobri o problema: ele havia sido enganado por uma mulher que conseguiu ser menos inteligente do que ele. Porque mulher quando trai, amigo, você só descobre se ela quiser.

E viva o amor!

12 Comments

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  1. 8
    Deco

    O fato é que enredo amoroso se banalizou, né? Não sei se pela falta de tempo das pessoas ou por mera comodidade. Sei que essa urgência moderna e às vezes, vulgar, mata qualquer tesão. Sexo bom só existe com intimidade. Ótimo texto!

  2. 10
    Webson Dantas

    Sexo é gostoso, faz bem para o corpo, tira o stress, sexo só por si já é muito bom, mas… amor é muito melhor, amor completa, amor é sexo com mais de um milhões de “adereços”, tem início, meio e sem fim, amor de verdade não se singulariza, ele mostra razões sentimentais de dentro da alma, razões que correm por dentro e explodem nos olhos, nos sorrisos, nas bocas ou no ficar juntinho… De qualquer forma viva o sexo mas eternidade para o amor.

  3. 11
    Daniel Barros

    Sou casado com um estrangeira e moro fora do Brasil. Namorávamos em Dublin, moramos juntos e um dia casamos. Temos um filho. Uma família. Após morarmos um tempo no Brasil , voltamos para a Europa, mas para outro país. Uma coisa que eu observava e ainda tenho notado é que esta cultura de pornografia, de sexo na internet e na televisão ‘all the time’, está adoecendo as pessoas e principalmente os homens. Não é um fenômeno tipicamente brasileiro, mas aí no Brasil sob alguns aspectos a coisa é mais intensa. Observo que aqui na Europa, os homens de um modo geral, conversam mais com suas namoradas, tem outros elementos nos relacionamentos. No Brasil, a ‘paranóia com sexo’ parece tomar proporções maiores. Digo, porque, se você prioriza mais tempo, energia e atenção para um só aspecto, outros ficarão de lado.
    Assisti a um documentário na tv daqui sobre como a ‘adiction’ de pornografia age como um vício de cocaína ou outra droga qualquer no cérebro. A pessoa perde a vontade de ter pequenos prazeres e mesmo perde a condição de percebê-los.
    Óbvio que não é só a propaganda e oferta massiva de pornografia que tem gerado esta onda de caras babacas e insensíveis, ‘but it matters’.

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