As estampas de animais são recorrentes na moda. Elas mudam de cores, tamanhos, mas estão sempre nos grandes desfiles e em todas as vitrines. Mas, como toda estampa, também pede alguns cuidados na hora de usar e combinar. Preste atenção nas dicas e se jogue nesse look selvagem!

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A primeira regra para usar bem esse tipo de estampa é não misturar bichos. Se a sua preferida é a onça, foque nela. Ficar parecendo um zoológico não é opção.

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Uma outra dica é tentar sempre usar a estampa nas cores originais. Por mais que a moda goste de inovar, zebras em tons de roxo não são exatamente interessantes e perdem toda a classe que uma estampa em preto e branco, naturalmente, já tem. Além de ser muito mais difícil combinar! Mas como a moda gosta de inovar, meu conselho é: vá devagar!

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A quantidade de estampa também deve ser observada. Claro que você pode usar um belo vestido de onça, mas nunca em local de trabalho. Nesse ambiente, prefira pequenos toques, como em cintos, sapatos ou bolsas. Mas em um de cada vez, please! Em uma peça de roupa também cai bem, mas com todo o resto bem neutro.

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Brilhos e animal print pode virar uma calamidade. Prefira sempre o brilho da seda à lantejoulas formando uma onça em relevo, fica demais sim! No mais, é ter bom senso e muito estilo. Se você não se enxerga com uma calça de cobra, não insista! É muito melhor você se sentir segura com o velho jeans do que mostrar aquilo que não é.

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CURIOSIDADE: O uso da pele de animais selvagens é tão antigo quanto nossa própria história. Usávamos pele para nos proteger desde os primórdios da humanidade e, por conta disso, alguns psicólogos defendem a ideia de que a fascinação pelas imagens de animais está em nosso DNA.

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Na civilização antiga, usar pele de animal era símbolo de status e poder, usada por reis, nobres e figuras religiosas. As estampas de animais, assim como suas peles, começaram a ter seu status fashion no século 18, por remeterem ao universo exótico da África, e seus animais selvagens, e viraram sinônimo de ousadia e luxo. Até então, as estampas de animais estavam presentes no vestuário através do uso de peles, aos poucos as pessoas foram valorizando mais as formas e padronagem dos pelos dos animais do que sua pele em si. Foi o começo do “animal print”.

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Historicamente, pode-se dizer que o filme Tarzan, dos anos 30, foi um marco inicial e ajudou a promover no mundo da moda as estampas de inspiração africana. Um dos exemplos disso é o vestido criado em 1936 pela casa francesa Busvine, feito com estampa de leopardo. Na mesma época, a estilista francesa Jeanne Paquin usou peles de leopardo em suas coleções. Já na década de 40 Christian Dior foi o primeiro a usar a estampa de onça, e não a pele, em um vestido apropriadamente chamado África, para sua coleção primavera-verão. Por causa dele também o animal print ganhou forma em acessórios, bolsas e sapatos. Mas foi da estilista Elsa Schiaparelli um dos marcos da época, o chapéu de leopardo. Com o seu uso difundido por Jackie O. e Marilyn Monroe, ela se tornou um hit!

E você, como solta as suas feras?